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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

SEM TEMPO PARA AGRADECER

Ronaldo Bertoletti

Passou o ano de 2015, muitos de nós não tivemos tempo de compreendê-lo. Porque só vemos a nós mesmos na maioria do tempo ou na maior parte do ano.
Não tivemos tempo para perceber aquelas coisas que não atenderam às nossas expectativas. E fomos ficando chatos, fechados, mal resolvidos e bem ingratos. " A gratidão é a mais sublime das reações" (Sheakespeare).  Gratidão é para quem tem tempo, tempo para reconhecer, tempo para contemplar, refletir e até florir com palavras e  olhar pro alto, pra cima, pros lados, exaltando o Criador, pessoas que estiveram ao nosso lado. Mas muitos não tiveram tempo. Ficaram sem tempo de agradecer.
 Não gostamos de nos adaptar aquilo que não coincidiu com a agenda dos nossos desejos e anseios e por falta de sensibilidade deixamos a frustração tomar conta de tudo, só porque não saiu como havíamos  planejado. Perdemos tempo. Tempo de agradecer. Julgamos, criticamos e ficamos egoístas mais e mais e o tempo passou e o que sobrou foi ficar olhando desconfiado para o ano novo que já está ao lado.  A ingratidão entala o medo, boicota a alma, faz-nos ficar tão endurecidos que quase ficamos adoecidos. Deixamos ir embora a nossa energia vital. Bora agradecer? Tem tempo, faça sua lista, descubra as coisas simples e boas, dignas de gratidão e até as que nem tão boas foram assim.  Vamos nos aceitar mais e aceitar esse momento como digno de agradecimento e por favor, não traga agora à tona o seu pior ou o que de pior aconteceu, porque isso trava sua gratidão.  

Compreenda a si mesmo, suas limitações , dos que estão a sua volta e tente ser sensível para reconhecer tudo de bom que viveu. Separemos um tempo, tenhamos tempo, invistamos tempo, que tal redigir uma lista, lista pequena que seja, lista existente em cada uma dessa situações que você ignorou , vendo as coisas simples como gratidão, como dom da vida, dom que muitas vezes não merecemos mas tivemos e nem percebemos. As pessoas são como são, cultive compaixão, cultive relação, cultive gratidão.
Não guarde rancores, vença as severas ressacas do que não foi feito, vivido e realizado, nada disso pode te perturbar, esse momento novo  pede algo novo de você: tempo. Não dá pra correr mais. Seja grato a vida como ela foi, é, e como será. Seja grato a Deus até pelo que você não é, não teve  ou não  realizou. Mantenha um coração generoso para o lado da gratidão.
Feliz ano novo. Esse é  o seu lado novo em 2016: gratidão.

domingo, 6 de dezembro de 2015

SONHANDO EM FAMÍLIA: moldando realizações sob bases reais

        
                                                                                                                      

                                                                                                                   Por Zilanda Souza


2015 está indo embora, mais  alguns dias e ele se foi. Nada do que foi feito poderá ser mudado. Acabou. 

O prelúdio de um novo ano é sempre inspirador, o clima do Natal renova as esperanças, ficamos mais bonzinhos, compramos presentes, os filhos entram de férias, viagem programada, enfim, um conto de fadas! É sempre assim! 

Alguns fazem promessas, metas e estabelecem novas formas para conduzir a vida, a família. Nada de errado até aqui. A questão é que nessa nuvem sentimental do chamado "novo ano", pouco se pode construir de mudanças e novas perspectivas. Mudar, transformar é complexo e exige muito mais do que um clima de novidade! É preciso enfrentamento!

Entrar no novo com consciência, exige vasculhar o velho. É preciso captar os sentimentos, as ações, os fracassos e as conquistas do ano anterior. Experimente sentar em família e pedir que cada um escreva sobre sentimentos, ações, fracassos e conquistas do ano de 2015. Experimente conversar sobre os incômodos desse ano, suas causas, fale sobre a rotina vivida, conversem sobre as conquistas, busquem as alegrias, encontrem motivos para agradecer por 2015! Mas sejam honestos com os dados coletados, 2016 dependerá deles!

Diante da realidade vivida, fica mais claro traçar um caminho de futuro. Sonhos são moldados sob bases reais. 



Então proponha que todos falem dos seus sonhos e dos passos que precisarão dar para realizar. Só faz sentido sonhar se houver desejo de realizar. Realizações envolvem mobilização de tempo e dinheiro. É uma convocação de disciplina, de perspectiva de futuro. Crianças e adolescentes tendem a ter dificuldade de pensar a longo prazo. Essa dinâmica irá ajudá-los a começar a se organizarem para daqui a 6 meses, a 10, 12 meses.    

Para nossas realizações, o que deve sair  da nossa rotina? O que deve entrar em nossa rotina? Que estratégia  adotaremos para guardar dinheiro? Um cofrinho ou uma conta no banco? 
Vale utilizar desenho, agenda, tabelas e gráficos. Quanto mais recursos visuais para organizar e estabelecer as ações, melhor!

Se como família nós conseguirmos fazer essa transição prática do ano vivido para o ano esperado, então estaremos no caminho da mudança, da transformação e cada vez mais longe de ilusões, ideias vagas que nada constroem. Também nos livraremos das lamúrias e reclamações que jamais resolveram os problemas ou nos levaram a um novo lugar. 

Aqui em casa sonhamos com algumas mudanças. Não poderemos viver 2016 como vivemos 2015. Queremos um pouquinho mais. Então decidimos  fazer essa reunião e nós estamos com muitas expectativas de que conseguiremos construir em família e caminhar para a realização dos nossos próximos sonhos. 


Vamos lá, arranje um tempinho e faça com sua família também!


Vamos encarar 2016 de frente, olho no olho, sem ilusões! Vamos construir em família!
Beijão!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

VOCÊ CASTIGA SEU FILHO POR CAUSA DO BAIXO DESEMPENHO ESCOLAR?



                                                                                                           Por Zilanda Souza


No atendimento aos pais, esta é uma pergunta muito presente: devo castigar meu filho por causa do seu baixo desempenho escolar? 

Os pais querem respostas, eu porém  refaço a pergunta: como vocês se sentiriam se fossem castigados por não conseguirem realizar uma tarefa? Como se sentiriam sendo repreendidos por não saberem determinado conhecimento? 

Primeiro é preciso compreender o que a maioria dos pais chamam de "castigo". Normalmente eles relacionam  a castigo, o fato de privar os filhos  de prazeres, tais como televisão, vídeo game, passeios, uso de celular, futebol e academia.

Minha pergunta como terapeuta da aprendizagem é: ausência de celular, vídeo game, televisão, passeios, ensinam os conteúdos que os filhos não sabem? Déficits de aprendizagens são supridos com os tais castigos? 



Então é preciso ir mais fundo nesta questão. Aprender exige mobilização de alguns recursos externos e internos. É preciso observar quais os recursos externos são oferecidos às crianças/adolescentes: 
  • Seu filho tem uma rotina construída em família? Como está organizado o dia do seu filho? Há diversidade de atividades, tais como intelectuais, físicas e livres como o uso do celular e computador? 
  • Vocês reconhecem os esforços do seu filho? Conseguem enumerá-los?
  • Qual o lugar dos presentes na família? Quando os filhos são presenteados? Eles costumam receber presentes e benefícios sem motivo justo para tal? Há carência de reconhecimento e benefícios?
  • Em que ambiente seu filho estuda? Alguns adolescentes tendem a escolher o quarto, mais precisamente a cama para estudar. Esta é uma posição que nem sempre colabora com o aprender. É preciso postura adequada  e ambiente tranquilo. 
  • Quais são os distratores presentes no ambiente de estudos? Algumas crianças/adolescentes, querem estudar com os livros, computador, celular e televisão ligados. Alguns dizem dar conta e provam isso com alto rendimento. Outros não. Cada criança/adolescente tem construída sua forma individual para estudar. A atenção seletiva, capaz de inibir os distratores e selecionar o que é importante, nem sempre é encontrada em níveis satisfatórios no funcionamento do córtex pré-frontal e portanto, esse dado sinaliza a necessidade de preparar esse ambiente, retirando ao máximo os distratores. Observe seu filho e veja como ele estuda melhor!
  • Como acontece o monitoramento dos estudos? Crianças/adolescentes precisam desenvolver autonomia para estudar, porém a família precisa construir uma forma diária/semanal para monitorar esses estudos, certificando que o dia/semana foi produtivo (a), ouvindo-os sobre os avanços e  as dificuldades que ainda persistem.

Os itens acima retratam uma mobilização externa para o aprender. Espera-se que esta mobilização interfira positivamente nos processos internos que acontecem nas mentes dos nossos meninos, construindo finalmente novas memórias. E se não acontecer, entramos com o castigo? Não!

Quando o baixo rendimento ainda persiste, mesmo sob uma mobilização externa familiar adequada é preciso avaliar as funções cognitivas e executivas da criança/adolescente. Este é um sinal importante de que algo internamente pode não estar funcionando como deveria. Portanto é preciso investigar e tratar!

Pressionar, castigar, estabelecer  cargas pesadas de estudo para uma criança/adolescente com risco para transtornos  é fazer o papel de inimigo do desenvolvimento. Quadros como estes, acabam desencadeando outros comportamentos complicadores: aversão à escola, indisciplina, baixa autoestima, dentre outros. 

O sistema de disciplina na família precisa ser coerente ao que as crianças/adolescentes podem oferecer. Para implantar as regras é preciso ter certeza de que as mesmas foram devidamente ensinadas e que os filhos não estão sofrendo com a ausência exacerbada dos pais.

As regras e os limites construídos, bem como o sistema disciplinar da família, devem expressar amor e interesse pelos filhos. Não se deve disciplinar um filho porque ele não sabe potenciação. Mas se foi instituída a regra do estudo diário, e ele não a cumpriu devidamente, então ele deve ser disciplinado porque não cumpriu a agenda de estudos. 

Saber o momento para  ensinar, disciplinar e tratar, depende do critério de presença dos pais, quanto mais presentes na vida dos filhos, mais informações os pais terão de como agir e do momento certo de encaminhar os filhos a um terapeuta da aprendizagem. 

domingo, 1 de novembro de 2015

UM NOVO CONCEITO PARA A PALAVRA "DEFICIÊNCIA"



                                                                                     Por Zilanda Souza

2 de janeiro de 2016, entra em vigor a Lei Brasileira de Inclusão. Relatada pela deputada Mara Gabrilli, na Câmara dos Deputados, e pelo senador Romário, no Senado, a lei traz a inversão do conceito de deficiência. 

A deficiência não poderá mais ser usada como argumento para uma pessoa não  fazer uso de direitos comuns a todos os  brasileiros. A deficiência não estará mais nas pessoas com  tetraplegia,  surdez, cegueira, naqueles que tem níveis baixos de intelectualidade, nem ao menos naqueles que são diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista. Isso mesmo! A partir do dia 2 de janeiro de 2016, a deficiência não é carga a ser levada pelas pessoas que nasceram ou adquiriram um funcionamento físico, neurológico ou psíquico atípico. 

Quer procurar pela deficiência? Procure-a nos espaços, nas instituições, nas propostas de trabalho. 

Calçadas, quarteirões, escolas, manejo de salas de aula, clínicas, propostas curriculares, hospitais, prédios estarão na mira dos "detetives da inclusão". Não poderemos tolerar mais espaços deficientes, excludentes. Nesse sentido, queremos erradicar a deficiência!

Espaços que se propõem a atender seres humanos, precisarão ser eficientes para isso. Não poderão fazer uso de marketing, nem de propostas excludentes e portanto deficientes. Isso é inclusão. Isso é garantir os mesmos  direitos a todos!



Fique ligado, em 2016 se for procurar  pela deficiência não procure nas pessoas!




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

QUEM CUIDA DE MIM?

                                                                  Por Ronaldo Bertoletti

Cuido tanto tempo, de tanta coisa, que o tempo virou competência da dinâmica inacabada de alguém que corre de um lado para o outro colocando a roupa do garoto, preparando seu lanche, seu bem estar e para isso eu de alguma maneira tenho que me deixar. Me deixar quieta num canto, com sonhos às vezes ou quase sempre adiados, calados e eu vou me deixando.
Sabe o que é ter que dar sempre respostas ou ser a resposta a tantas cobranças? Não é simplesmente cuidar, mas entregar-se, doar-se a cada dia, isso sim é cuidar. E  quando exijo tanto de mim e tento responder até com perfeccionismo aquilo que esperam de mim?
 Querer cuidar bem e não ser cuidado é possível? Ou como ser um bom dispenseiro de cuidados, quando você não usa essa mordomia do tempo, do cuidado pessoal, da saúde consigo mesmo?  É possível ter esse amor prático sem a prática do amor próprio?

Quem cuida precisa ser cuidado. Quem cuida de você, enquanto você cuida de seu filho? Vida saudável para o seu filho sim, antes  porém, vida saudável para você. Você cuida de seu filho e quem cuida de você? Se você sente-se bem com relação a educação do seu filho, será que não tem interesse em cuidar do seu crescimento, do seu crescimento intelectual? Cultural? Pesquisas mostram filhos motivados e encorajados com seus pais envolvidos com trabalho, estudo, novos desafios, mais do que daqueles que simplesmente passam a vida  apenas simplesmente dedicados aos cuidados domésticos e “contemplação” da vida.
 Quando me sinto confortável com meu bem estar, saudável com meu corpo, eu demonstro de maneira prática a mordomia com aquilo que foi confiado a mim mesmo: a minha vida! Não é bom  sentir-se sozinha(o), mas sentir-se seguro e acolhido. Bom amar, mas experimentar amar-se antes. Isso é a pratica do amor e do cuidado.  A verdadeira empatia de quem cuida, é antes sentir-se parte da vida e não apenas apoiador, incentivador e cuidador. Precisamos não  sentir vergonha ou egoísta naquilo que é uma  necessidade simples mas importante: o de sentir-se valorizada, ouvida, não se calar, mas demandar, falar, agir, pedir, viver, se cuidar, crescer. Não reagir com silêncio nem com temores, mas o amor prático é o que cuida de si mesmo em primeiro lugar. Não tão somente o reconhecimento ou declarações de amor ou coisa assim, não é isso que nos falta, mas deixar de viver a prática do amor, do amor próprio, do amor de quem cuida mas não deixa de  cuidar de si mesmo.

domingo, 18 de outubro de 2015

FERIADO PROLONGADO, RETOMADA DA ROTINA!



Esta semana das crianças "salva a pátria" mas também quebra o ritmo das crianças e dos adolescentes. É o prenúncio do final de ano, ninguém é mais o mesmo, nem eles. 
Uma parada como esta, (algumas escolas pararam por 1 semana), com rotina de alimentação, atividades, sono alterados e ainda o famoso horário de verão, é natural que a retomada seja mais difícil para alguns. Como voltar à rotina, com prazer e sem prejuízos no empenho das atividades escolares?

1- PREPARE O RETORNO, CRIANDO UM CLIMA DE PRAZER.

A rotina deve ser encarada como necessária e pode ser prazerosa. Que o retorno seja alegre! Compre os alimentos da  preferência deles e que fazem parte do seu dia a dia, crie um visual legal: uma cesta ou potes. coloque em lugares estratégicos, com mensagem de boas vindas para a chegada deles em casa. 
Dê um toque especial no ambiente de estudos, no quarto. Normalmente os materiais escolares ficam guardados nesse período, coloque-os à vista. 
Prepare um café da manhã especial no primeiro dia de retorno. 


2- RETOME A ROTINA, COM RECURSOS VISUAIS NOVOS E RELEMBRE OS COMBINADOS.

Mesmo se forem adolescentes, não espere que eles vão se lembrar dos horários estabelecidos e das regras combinadas. É importante relembrar, colocar os lembretes nos lugares estratégicos e conversar com os filhos, sobre a retomada da rotina. Este é um momento para verificarem se algo vai ser alterado, se alguma atividade será inserida. É o momento de reflexão e de posicionamento diante da organização do dia. 

3- REVEJA A AGENDA ESCOLAR E A ORGANIZAÇÃO DOS MATERIAIS

Em feriados prolongados a maioria não  pega nos cadernos. Separe um momento para checarem  a mochila juntos, os materiais e a agenda prévia da escola. Algumas escolas tem agenda anual, então é possível produzir com a criança ou adolescente, um planejamento de estudos para as avaliações e para os trabalhos. 

4- RECONHEÇA QUE NÃO É FÁCIL RETOMAR A ROTINA. UTILIZE PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO.
Não é fácil retomar a rotina. O prazer do tempo livre, das novidades é muito mais sedutor do que a rotina diária. Evite negar essa realidade diante dos filhos. Esteja presente e utilize palavras de afirmação, mostrando que você compreende o desafio e que você está ao lado para ajudar no que for preciso. Anime. Mostre interesse pelo que a criança e o adolescente sentem neste momento. 
Acorde-os com amor. Abrace-os antes de sair. 

5- ESTABELEÇA UM TEMPO LIVRE UM POUCO MAIOR NO INÍCIO DA RETOMADA.

Depois de dias inteiros livres, retomar a rotina diária não é fácil. Regular horários, início e término de atividades, é um grande desafio para alguns. Portanto, contemple sempre no dia da criança, o tempo livre. Logo no retorno, estabeleça um tempo maior,  para que a criança  e o adolescente possam ir regulando novamente o ritmo. Reduza até chegar ao tempo livre padrão. É comum pais estabelecerem a condição do cumprimento de todos os  compromissos para a conquista do tempo livre. Porém, é característica de algumas crianças e adolescentes a alternância. Algumas delas produzem melhor quando alternam entre uma atividade e outra, intermediando com tempos livres curtos. Procure conhecer como seu filho funciona melhor. 




A VIDA É UM ESPAÇO DE TEMPO. APROVEITE!

Quando pensamos no blog Espaço de Vida, pensamos exatamente nisso: a vida é um espaço de tempo. O que fazemos neste tempo? Vivemos com a expectativa do fim ou vivemos como se fóssemos eternos e tudo pode esperar? O quanto sabemos do propósito pelo qual estamos nesta terra?

Bem, no instagram falamos que compartilharíamos também da nossa vida simples e  este post, vai falar disso: do espaço de tempo das nossas vidas. Daqui a pouco amanhece, o sol nasce, é domingo! Ronaldo está em JF. Os meninos estão em BH, curtindo a casa da tia. Por uma semana, fiquei só, eu e Zeus, nosso cão.

Quando estamos só, o sentido da presença do  outro,  muda. Ele é real. Quando temos quem amamos todos os dias, dividindo, compartilhando, aborrecendo, somos levados a falsa ideia de que temos uma vida inteira com aquelas pessoas! Na ausência, sente-se a falta, a necessidade e  temos o filtro da qualidade do tempo! Qual é o  propósito da nossa convivência? Tolerar ou Amar?

Sentindo saudades dos meus, sorri vendo as fotos nas redes sociais e dando graças porque andei de bicicleta com Ronaldo na Ilha. Vimos os caiaques no Rio Doce, tomamos café na Pão Total. Não guardamos a garrafa de vinho. Conversamos na cozinha. Cozinhei pra ele! Levei café na cama e mimei! Ouvimos música. Rimos. Compartilhamos textos. Fizemos limpeza de pele.

Sorri, quando vi o vídeo recente do meu filho jogando futebol, dei graças porque estive lá, admirei e filmei. Gritei como uma torcedora exemplar. Levamos o remédio para contusões, servimos seus amigos e nos tornamos presentes ali, na vida dele, num momento especial.

Dou graças, por acompanhar a evolução da minha mocinha, ouvindo suas confidências, rindo e aconselhando, acompanhando seu crescimento e seus sonhos. Antes dela viajar, fizemos juntas o supermercado, corrigimos algumas coisinhas pendentes na alimentação dela. Tivemos oportunidade de levá-la para a escola algumas vezes. Cozinhei para eles. Briguei, sorri, compartilhei. Comemorei meu aniversário. Me alegrei com minha família. Acompanhei minha mãe no médico e tomei café com ela.

É óbvio que viver tudo isso, demanda desgaste, louça suja, conflito entre as vontades, levantar cedo, carregar sacolas, tirar e colocar bicicleta no carro e às vezes impor a ordem. Mas isso, eu chamo de distratores do propósito, sempre existentes na caminhada. Um pouco mais de atenção da nossa parte e eles não ganham tanta importância e permanecem descobertos e bem identificados: são nossos distratores e só isso. Não vivemos em função deles e eles não camuflam nosso propósito.

Simples não? Faço essa retrospectiva recente e encontro meu propósito! Meu espaço de vida está no amor! Todas as vezes que nos ausentamos do amor, estamos fora do propósito. Nosso espaço de tempo é perdido!

Construa sua rotina, seu dia a dia, sobre a base do Amor! Não importa sua atividade, seu trabalho e a dinâmica como convive com sua família: AME! Eles viajam? Ame enquanto estão presente! E à distância, envie palavras de afirmação! Crie o clima do reencontro!  O amor adora isso, o reencontro. O recomeço.

Sempre há espaço para o amor onde há humanidade e o segredo de uma vida com propósito, não está na sua formação, nem no quanto você ganha. O que determina uma vida com propósito é o amor. Todos nós teremos um fim para o nosso espaço de tempo neste terra e o que determina a qualidade do nosso tempo aqui, é o quanto amamos a nós mesmos e ao nosso próximo!


sábado, 17 de outubro de 2015

BRINCANDO DE PALAVREAR - O LIVRO

Brincando de Palavrear é um livro infantil que tem como objetivo principal o estímulo da habilidade básica de Discriminação Fonológica. A partir desta habilidade, outras habilidades para a alfabetização são construídas, como por exemplo a habilidade de Consciência fonológica.

Além deste estímulo o livro propõe um contexto de brincadeira, desafio e oferece a criança a chance de intervir e participar!

A obra escrita pela autora Zilanda Souza e publicada pela Editora Artesã,  é apresentada pelo médico pediatra e hebiatra Darlan Correa Dias e a presidente da ABPp - DF, Walderlene Ramalho. Analisada pela Dra. Natália Martins Dias, do Grupo de Investigação em Neuropsicologia, Desenvolvimento e Educação _ GINDE que escreve o texto de contracapa do livro. 

O lançamento acontece em Governador Valadares - MG no dia 21/10 a partir das 18 horas na livraria Leitura. Em Brasília, acontece no dia 07/11, com a Roda de Conversa sobre Linguagem e Alfabetização, com participação da presidente da ABPp Walderlene Ramalho, na Le Camon Livraria Café.