Por Zilanda Souza
Brasília, 03 de janeiro de 2016. O primeiro domingo do ano. Minha família e um parque. Foi assim que vivenciamos esse dia. Desde o desejo, a mobilização, a organização das bicicletas, sanduíches, queijos e vinho, até a escolha do melhor cenário e por fim, viver entre risos, passeio de bike, andar na chuva, comer juntos e brindar aquele presente. Isso mesmo! Estar ali, naquele parque, em família no primeiro domingo do ano foi um presente.
Como tudo que vivo, que marca minha vida, procuro retirar lições, aprender e compartilhar. Aquele momento era nosso, idealizado, organizado e vivido por nós. A importância e a nobreza de estar a li, vinha de dentro, tinha propriedade e significado em nós. Quem ou o que nos daria um prazer igual? Quem ou o que substituiria aquele momento com igual valor?
Então refleti sobre nossas expectativas e a confusão mental que fazemos em relação às tais expectativas e o entorpecimento da substituição.
Queremos a melhor escola para os nossos filhos, os melhores professores mas isso não substitui a presença da família. Nenhuma escola fará o que uma família deve fazer. Ninguém amará nossos filhos, com o mesmo amor que os amamos.
Queremos a melhor equipe de trabalho, os melhores resultados, mas isso não substitui a nossa reflexão individual sobre nossa conduta, competência e envolvimento pessoal para com o nosso trabalho.
Queremos melhorar nossos ganhos, conquistar e aumentar o poder de compra, mas isso não substitui nossa sede interior. Dinheiro, não nos faz melhores pessoas, não nos torna mais humanos, nem ao menos garante companhia e sustenta felicidade.
Queremos ornamentos externos, mas essa decoração não alcança nosso coração, não aformoseia a alma. E por mais algum tempo, a feiura do egoísmo, da falta de amor e perdão saltam pelo batom de marca e pela calça de grife. O exterior não dilata o interior, muito menos o transforma.
Um piquenique e uma verdade: deseje, crie expectativas, lute pelo melhor, conquiste, mas não substitua nem terceirize o momento, o comportamento e a atitude que é apenas sua! Quando conseguimos viver essa verdade, vencemos os vícios da "eterna insatisfação" e a ideia entorpecida de completude no outro, na próxima novidade tecnológica , nas instituições que nos serve, enfim; no terceiro, que neste caso, não existe!

👏👏👏👏 très bien!
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